Já estamos no começo do fim do ano e não tenho muito medo de dizer que este ano está sendo especialmente bipolar. A velocidade entre tempestades e trovões está diretamente proporcional com a mudança de temperatura por aqui, na capital, no decorrer de 24h. Dos quentes afagos e boas surpresas a gélidos tombos e aflições.
Me sinto como um saco, cheio de expectativas, sonhos e ideias que são abafados pelo que está no exterior. Bafos quentes de conteúdo frio e conteúdos quentes ao frio. Amanhecer frio que necessitava estar-se quente. E nessa antítese, invés de frio e quente, o estado morno me deixa estático, sem saber entre o 1 e o 0, e perdendo coisas pelo caminho - e sem nenhum achado.
Meus consumos são tão levianos e volúveis quanto meus sentimentos podem ser. Minhas obrigações estão mais frouxas que minhas calças. E minha mente está triste e confusa. Querendo 01 dia de reclusão, para descansar, mas às demandas não são mais respostas de estímulos.
Peço desculpas a mim mesmo por esse conteúdo autodestrutivo. Mas eu precisava saber o que eu estava sentindo.