Já estamos no começo do fim do ano e não tenho muito medo de dizer que este ano está sendo especialmente bipolar. A velocidade entre tempestades e trovões está diretamente proporcional com a mudança de temperatura por aqui, na capital, no decorrer de 24h. Dos quentes afagos e boas surpresas a gélidos tombos e aflições.
Me sinto como um saco, cheio de expectativas, sonhos e ideias que são abafados pelo que está no exterior. Bafos quentes de conteúdo frio e conteúdos quentes ao frio. Amanhecer frio que necessitava estar-se quente. E nessa antítese, invés de frio e quente, o estado morno me deixa estático, sem saber entre o 1 e o 0, e perdendo coisas pelo caminho - e sem nenhum achado.
Meus consumos são tão levianos e volúveis quanto meus sentimentos podem ser. Minhas obrigações estão mais frouxas que minhas calças. E minha mente está triste e confusa. Querendo 01 dia de reclusão, para descansar, mas às demandas não são mais respostas de estímulos.
Peço desculpas a mim mesmo por esse conteúdo autodestrutivo. Mas eu precisava saber o que eu estava sentindo.
13s de Junho
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
2011 and I
Pensei em o que escrever como primeiro post desse ano. Passei a tarde pensando nisso, inclusive, e ainda não estou muito seguro sobre o que vou escrever. Estou apenas escrevendo...
Tive muitas lembranças nesta virada de ano, especialmente das pessoas que eu amo. Lembrei meu tempo em Belém, meu tempo em Recife e meu atual tempo em Brasília. Fiquei nostálgico e sensível. Ponderei questões, fiz comparações e veio muita coisa à minha mente.
Se mudar é difícil; recomeçar laços, entender e se adequar em um novo ambiente são tarefas complicadas e que funcionam em estágios de intimidade. Assim que esse primeiro estágio termina, no entanto, a situação se inverte. Suas lembranças antigas viram o seu passado, e as experiências atuais viram seu futuro.
Basicamente (e na minha opinião), você imagina como se o que você já viveu tivesse terminado. Não há mais desafios no passado, aliás; ele foi completo. É como etapas que se vence em um jogo e sem direito a game over.
E por mais que os amores continuem os mesmos, por mais que as pessoas queridas continuem importantes, e por mais que suas melhores lembranças possam estar lá, a perspectiva de um futuro otimista cria uma espessa neblina no que passou, e o passado torna-se um relicário com tudo que você tem de mais precioso. E o que está por vir é o incerto gostoso que dá adrenalina e sustentação à ambição natural humana. E esse paradoxo é gostoso: se apegar as coisas boas que ficaram (e perduram) e a empolgação das vitórias a seguir.
Que 2011, então, seja isso. Um ano de esperança e torcida para que o que está consolidado continue e, o que falta, se conquiste.
Tive muitas lembranças nesta virada de ano, especialmente das pessoas que eu amo. Lembrei meu tempo em Belém, meu tempo em Recife e meu atual tempo em Brasília. Fiquei nostálgico e sensível. Ponderei questões, fiz comparações e veio muita coisa à minha mente.
Se mudar é difícil; recomeçar laços, entender e se adequar em um novo ambiente são tarefas complicadas e que funcionam em estágios de intimidade. Assim que esse primeiro estágio termina, no entanto, a situação se inverte. Suas lembranças antigas viram o seu passado, e as experiências atuais viram seu futuro.
Basicamente (e na minha opinião), você imagina como se o que você já viveu tivesse terminado. Não há mais desafios no passado, aliás; ele foi completo. É como etapas que se vence em um jogo e sem direito a game over.
E por mais que os amores continuem os mesmos, por mais que as pessoas queridas continuem importantes, e por mais que suas melhores lembranças possam estar lá, a perspectiva de um futuro otimista cria uma espessa neblina no que passou, e o passado torna-se um relicário com tudo que você tem de mais precioso. E o que está por vir é o incerto gostoso que dá adrenalina e sustentação à ambição natural humana. E esse paradoxo é gostoso: se apegar as coisas boas que ficaram (e perduram) e a empolgação das vitórias a seguir.
Que 2011, então, seja isso. Um ano de esperança e torcida para que o que está consolidado continue e, o que falta, se conquiste.
sábado, 16 de outubro de 2010
Meu grande amor
Das minhas maiores saudades atuais (e olhe que são muitas), dedico a medalha de ouro a minha mãe. De todos os amores que sinto, nada é tão íntimo, seguro e profundo quanto o que eu sinto por ela.
Sinto falta dos momentos juntos, dos almoços, as compras e até os domingos de bobeira que passávamos juntos, apenas nos bastando para um dia sem grandes pretensões que não fosse curtirmos-nos. Eram os dias em que ríamos um do outro, em que tomávamos café, víamos TV, arrumávamos algo e qualquer outra pequena besteira, regada a muita música e muito companheirismo.
Foram 07 anos vivendo juntos intensamente. Com algumas brigas, alguns desentendimentos; do que esperar, também, de pessoas com personalidades conflitantes em certos pontos? Contudo, éramos (e somos!) melhores amigos. Sempre fazíamos as pazes e as mágoas nunca pesaram tempo suficiente para se tornarem feridas, e sim uma construção contínua de conhecimento mútuo.
Aprecio toda a sabedoria dela. Todo o profissionalismo, as ideias e propostas coerentes, os sentimentos e os atos sempre de acordo com a personalidade forte que ela tem. Admiro a força, a ambição de sempre se superar e a sensibilidade que ela demonstra.
Sinto muita falta desta pessoinha, com 1m e meio de embalagem e milhas infinitas de virtudes.
Enfim, mamãe, isto é para ti.
Morro de saudade! Volte logo para junto de mim!
Sinto falta dos momentos juntos, dos almoços, as compras e até os domingos de bobeira que passávamos juntos, apenas nos bastando para um dia sem grandes pretensões que não fosse curtirmos-nos. Eram os dias em que ríamos um do outro, em que tomávamos café, víamos TV, arrumávamos algo e qualquer outra pequena besteira, regada a muita música e muito companheirismo.
Foram 07 anos vivendo juntos intensamente. Com algumas brigas, alguns desentendimentos; do que esperar, também, de pessoas com personalidades conflitantes em certos pontos? Contudo, éramos (e somos!) melhores amigos. Sempre fazíamos as pazes e as mágoas nunca pesaram tempo suficiente para se tornarem feridas, e sim uma construção contínua de conhecimento mútuo.
Aprecio toda a sabedoria dela. Todo o profissionalismo, as ideias e propostas coerentes, os sentimentos e os atos sempre de acordo com a personalidade forte que ela tem. Admiro a força, a ambição de sempre se superar e a sensibilidade que ela demonstra.
Sinto muita falta desta pessoinha, com 1m e meio de embalagem e milhas infinitas de virtudes.
Enfim, mamãe, isto é para ti.
Morro de saudade! Volte logo para junto de mim!
Assim, do nada...
E então os sentimentos. Quem os explica afinal? A gente se prepara, mede os atos e até os passos (apesar dos pés andarem sozinhos, de vez em quando) e, ainda assim, o coração segue seu próprio caminho incerto, como sempre.
Chega a ser engraçado, de tão bobo. Você vicia numa música, numa banda, e acaba se tornando um sentimental. E isso de uma hora para outra, tendo em base fatos que às vezes nem são tão relevantes, apenas fazem parte de um contexto o qual os hormônios reagem. Ou melhor: por pequenas coisas, pequenas conversas, o sentimento se transforma e muda.
Apesar de ainda não ser amor, no entanto, nota-se que o pensamento tende a ir pro mesmo lado, e há uma infinidade de discursos sendo construídos (que provavelmente nunca serão usados).
Enfim, eis o começo. Dando ou certo ou não, nada é tão vivo quanto o começo de um novo sentimento. Como lidar? Eu não sei... e talvez nem seja para se saber. É bom apenas sentir.
Longe do platonismo, evidente, mas tão quanto filosófico. Epistemologicamente sutil.
Chega a ser engraçado, de tão bobo. Você vicia numa música, numa banda, e acaba se tornando um sentimental. E isso de uma hora para outra, tendo em base fatos que às vezes nem são tão relevantes, apenas fazem parte de um contexto o qual os hormônios reagem. Ou melhor: por pequenas coisas, pequenas conversas, o sentimento se transforma e muda.
Apesar de ainda não ser amor, no entanto, nota-se que o pensamento tende a ir pro mesmo lado, e há uma infinidade de discursos sendo construídos (que provavelmente nunca serão usados).
Enfim, eis o começo. Dando ou certo ou não, nada é tão vivo quanto o começo de um novo sentimento. Como lidar? Eu não sei... e talvez nem seja para se saber. É bom apenas sentir.
Longe do platonismo, evidente, mas tão quanto filosófico. Epistemologicamente sutil.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Vivendo, chorando e aprendendo
A vida é feita de planos e expectativas o tempo todo. Quando não a temos, ou quando algo destrói as mais consolidadas, é como se nosso corpo contivesse todas as catástrofes naturais, como tornados estomacais, vulcões de sentimentos, terremotos de raiva e enchentes e tempestades de choro.
Vinicius disse uma vez, no entanto, que todo "poeta só é grande se sofrer". Seguindo o mais sábio da linha refinada entre o erudito e o popular, afirmo a importância das desilusões para o crescimento próprio.
A vida é uma grande escola. E, assim como nessa, há os alunos que decoram, mas não sabem aplicar. Precisamos, de fato, aprender a lidar com nossos egos e aprendermos a sofrer como se aprende a curar. Não é fácil, mas quem cai muito de bicicleta assim que retira as rodinhas, acaba virando um grande ciclista.
E, finalizando com o mais V.Moraes: "por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer...".
Vinicius disse uma vez, no entanto, que todo "poeta só é grande se sofrer". Seguindo o mais sábio da linha refinada entre o erudito e o popular, afirmo a importância das desilusões para o crescimento próprio.
A vida é uma grande escola. E, assim como nessa, há os alunos que decoram, mas não sabem aplicar. Precisamos, de fato, aprender a lidar com nossos egos e aprendermos a sofrer como se aprende a curar. Não é fácil, mas quem cai muito de bicicleta assim que retira as rodinhas, acaba virando um grande ciclista.
E, finalizando com o mais V.Moraes: "por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer...".
domingo, 3 de outubro de 2010
Minha vida X Eleições
Lembro ainda hoje dos meus 10 (ou 9) anos. Eu estava vestido todo de vermelho e branco, com milhões de adesivos na testa, bochechas, além de bandeiras e broches e tudo que contivesse duas letrinhas básicas: PT.
Desde desse dia, então - e talvez até um pouquinho antes -, tenho o grande orgulho de torcer por este partido. Defendo, procuro conhecer e me irrito com os que não concordam com a minha opinião, a qual defendo até o último suspiro. Mas a eleição, desde esse episódio vermelho em minha vida, teve outro significado, também.
Além da vermelhitude toda, nesta época meu pai estava na cozinha, fazendo algo extremamente delicioso, pois iríamos receber o candidato a prefeitura de Belém em nossa casa, pois minha mãe estava trabalhando na campanha. Lembro do meu orgulho de ter o futuro prefeito da minha cidade na minha casa, além dele ser amigo da minha mãe e do meu pai. Era algo heróico para mim na época e continua sendo até hoje.
Desde então, minha vida virou este degrade, e minha mãe e minha vida ficaram sempre diretamente ligada aos resultados das eleições. E, poeticamente falando, pode-se dizer que a esquerda no poder é mais do que uma ideologia conquistada: são quatro anos de paz e sem preocupações.
E é isso. Hoje, desde os meus 10 (ou 9) anos, é um daqueles dias que eu fico tenso, sabendo que minha vida está dependendo de números, depende de cada cidadão. E quando acaba, a gente respira, e aguarda as conseqüências positivas e negativas de tudo.
Sorte PT!
Desde desse dia, então - e talvez até um pouquinho antes -, tenho o grande orgulho de torcer por este partido. Defendo, procuro conhecer e me irrito com os que não concordam com a minha opinião, a qual defendo até o último suspiro. Mas a eleição, desde esse episódio vermelho em minha vida, teve outro significado, também.
Além da vermelhitude toda, nesta época meu pai estava na cozinha, fazendo algo extremamente delicioso, pois iríamos receber o candidato a prefeitura de Belém em nossa casa, pois minha mãe estava trabalhando na campanha. Lembro do meu orgulho de ter o futuro prefeito da minha cidade na minha casa, além dele ser amigo da minha mãe e do meu pai. Era algo heróico para mim na época e continua sendo até hoje.
Desde então, minha vida virou este degrade, e minha mãe e minha vida ficaram sempre diretamente ligada aos resultados das eleições. E, poeticamente falando, pode-se dizer que a esquerda no poder é mais do que uma ideologia conquistada: são quatro anos de paz e sem preocupações.
E é isso. Hoje, desde os meus 10 (ou 9) anos, é um daqueles dias que eu fico tenso, sabendo que minha vida está dependendo de números, depende de cada cidadão. E quando acaba, a gente respira, e aguarda as conseqüências positivas e negativas de tudo.
Sorte PT!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
A tangente secreta
Li um texto. Bobo e previsível, até; um texto POP.
Mas, quem aguçou um pouco mais os sentidos, na hora de lê-lo, descobre nele um subtema bastante interessante. Se tratando de 'Criatividade', como tema principal, o texto em diversas horas traça paralelos entre a vida e a arte. Não com filosofias baratas ou formas de vida a seguir, mas em como conceitos de um podem ser aplicados na outra.
Ou, de outra forma, como os mesmos métodos e sentimentos, quando aplicadas em ambas, sugerem efeitos positivos. O paralelo entre pólos objetivos e subjetivos, por exemplo, é uma das maiores dúvidas da humanidade; onde termina a razão e começa o sentimento, afinal? Ou, porque as coisas precisam de fim, precisam se reinventar, precisam de cores (sinestesicamente falando). Tudo isto é necessário para não nos sentirmos (e tornarmos)vazios e, muito em breve, esquecidos.
Talvez discorde de mim quem ache isso fantasioso. E há quem concorde, baseadando-se apenas na teoria, disciplina e técnica de cada arte. Mas, com educação, digo-lhes que tá na hora de reinventar (mais) algo.
Mas, quem aguçou um pouco mais os sentidos, na hora de lê-lo, descobre nele um subtema bastante interessante. Se tratando de 'Criatividade', como tema principal, o texto em diversas horas traça paralelos entre a vida e a arte. Não com filosofias baratas ou formas de vida a seguir, mas em como conceitos de um podem ser aplicados na outra.
Ou, de outra forma, como os mesmos métodos e sentimentos, quando aplicadas em ambas, sugerem efeitos positivos. O paralelo entre pólos objetivos e subjetivos, por exemplo, é uma das maiores dúvidas da humanidade; onde termina a razão e começa o sentimento, afinal? Ou, porque as coisas precisam de fim, precisam se reinventar, precisam de cores (sinestesicamente falando). Tudo isto é necessário para não nos sentirmos (e tornarmos)vazios e, muito em breve, esquecidos.
Talvez discorde de mim quem ache isso fantasioso. E há quem concorde, baseadando-se apenas na teoria, disciplina e técnica de cada arte. Mas, com educação, digo-lhes que tá na hora de reinventar (mais) algo.
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