E então os sentimentos. Quem os explica afinal? A gente se prepara, mede os atos e até os passos (apesar dos pés andarem sozinhos, de vez em quando) e, ainda assim, o coração segue seu próprio caminho incerto, como sempre.
Chega a ser engraçado, de tão bobo. Você vicia numa música, numa banda, e acaba se tornando um sentimental. E isso de uma hora para outra, tendo em base fatos que às vezes nem são tão relevantes, apenas fazem parte de um contexto o qual os hormônios reagem. Ou melhor: por pequenas coisas, pequenas conversas, o sentimento se transforma e muda.
Apesar de ainda não ser amor, no entanto, nota-se que o pensamento tende a ir pro mesmo lado, e há uma infinidade de discursos sendo construídos (que provavelmente nunca serão usados).
Enfim, eis o começo. Dando ou certo ou não, nada é tão vivo quanto o começo de um novo sentimento. Como lidar? Eu não sei... e talvez nem seja para se saber. É bom apenas sentir.
Longe do platonismo, evidente, mas tão quanto filosófico. Epistemologicamente sutil.
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