Já estamos no começo do fim do ano e não tenho muito medo de dizer que este ano está sendo especialmente bipolar. A velocidade entre tempestades e trovões está diretamente proporcional com a mudança de temperatura por aqui, na capital, no decorrer de 24h. Dos quentes afagos e boas surpresas a gélidos tombos e aflições.
Me sinto como um saco, cheio de expectativas, sonhos e ideias que são abafados pelo que está no exterior. Bafos quentes de conteúdo frio e conteúdos quentes ao frio. Amanhecer frio que necessitava estar-se quente. E nessa antítese, invés de frio e quente, o estado morno me deixa estático, sem saber entre o 1 e o 0, e perdendo coisas pelo caminho - e sem nenhum achado.
Meus consumos são tão levianos e volúveis quanto meus sentimentos podem ser. Minhas obrigações estão mais frouxas que minhas calças. E minha mente está triste e confusa. Querendo 01 dia de reclusão, para descansar, mas às demandas não são mais respostas de estímulos.
Peço desculpas a mim mesmo por esse conteúdo autodestrutivo. Mas eu precisava saber o que eu estava sentindo.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
2011 and I
Pensei em o que escrever como primeiro post desse ano. Passei a tarde pensando nisso, inclusive, e ainda não estou muito seguro sobre o que vou escrever. Estou apenas escrevendo...
Tive muitas lembranças nesta virada de ano, especialmente das pessoas que eu amo. Lembrei meu tempo em Belém, meu tempo em Recife e meu atual tempo em Brasília. Fiquei nostálgico e sensível. Ponderei questões, fiz comparações e veio muita coisa à minha mente.
Se mudar é difícil; recomeçar laços, entender e se adequar em um novo ambiente são tarefas complicadas e que funcionam em estágios de intimidade. Assim que esse primeiro estágio termina, no entanto, a situação se inverte. Suas lembranças antigas viram o seu passado, e as experiências atuais viram seu futuro.
Basicamente (e na minha opinião), você imagina como se o que você já viveu tivesse terminado. Não há mais desafios no passado, aliás; ele foi completo. É como etapas que se vence em um jogo e sem direito a game over.
E por mais que os amores continuem os mesmos, por mais que as pessoas queridas continuem importantes, e por mais que suas melhores lembranças possam estar lá, a perspectiva de um futuro otimista cria uma espessa neblina no que passou, e o passado torna-se um relicário com tudo que você tem de mais precioso. E o que está por vir é o incerto gostoso que dá adrenalina e sustentação à ambição natural humana. E esse paradoxo é gostoso: se apegar as coisas boas que ficaram (e perduram) e a empolgação das vitórias a seguir.
Que 2011, então, seja isso. Um ano de esperança e torcida para que o que está consolidado continue e, o que falta, se conquiste.
Tive muitas lembranças nesta virada de ano, especialmente das pessoas que eu amo. Lembrei meu tempo em Belém, meu tempo em Recife e meu atual tempo em Brasília. Fiquei nostálgico e sensível. Ponderei questões, fiz comparações e veio muita coisa à minha mente.
Se mudar é difícil; recomeçar laços, entender e se adequar em um novo ambiente são tarefas complicadas e que funcionam em estágios de intimidade. Assim que esse primeiro estágio termina, no entanto, a situação se inverte. Suas lembranças antigas viram o seu passado, e as experiências atuais viram seu futuro.
Basicamente (e na minha opinião), você imagina como se o que você já viveu tivesse terminado. Não há mais desafios no passado, aliás; ele foi completo. É como etapas que se vence em um jogo e sem direito a game over.
E por mais que os amores continuem os mesmos, por mais que as pessoas queridas continuem importantes, e por mais que suas melhores lembranças possam estar lá, a perspectiva de um futuro otimista cria uma espessa neblina no que passou, e o passado torna-se um relicário com tudo que você tem de mais precioso. E o que está por vir é o incerto gostoso que dá adrenalina e sustentação à ambição natural humana. E esse paradoxo é gostoso: se apegar as coisas boas que ficaram (e perduram) e a empolgação das vitórias a seguir.
Que 2011, então, seja isso. Um ano de esperança e torcida para que o que está consolidado continue e, o que falta, se conquiste.
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