sábado, 8 de janeiro de 2011

2011 and I

Pensei em o que escrever como primeiro post desse ano. Passei a tarde pensando nisso, inclusive, e ainda não estou muito seguro sobre o que vou escrever. Estou apenas escrevendo...
Tive muitas lembranças nesta virada de ano, especialmente das pessoas que eu amo. Lembrei meu tempo em Belém, meu tempo em Recife e meu atual tempo em Brasília. Fiquei nostálgico e sensível. Ponderei questões, fiz comparações e veio muita coisa à minha mente.
Se mudar é difícil; recomeçar laços, entender e se adequar em um novo ambiente são tarefas complicadas e que funcionam em estágios de intimidade. Assim que esse primeiro estágio termina, no entanto, a situação se inverte. Suas lembranças antigas viram o seu passado, e as experiências atuais viram seu futuro.
Basicamente (e na minha opinião), você imagina como se o que você já viveu tivesse terminado. Não há mais desafios no passado, aliás; ele foi completo. É como etapas que se vence em um jogo e sem direito a game over.
E por mais que os amores continuem os mesmos, por mais que as pessoas queridas continuem importantes, e por mais que suas melhores lembranças possam estar lá, a perspectiva de um futuro otimista cria uma espessa neblina no que passou, e o passado torna-se um relicário com tudo que você tem de mais precioso. E o que está por vir é o incerto gostoso que dá adrenalina e sustentação à ambição natural humana. E esse paradoxo é gostoso: se apegar as coisas boas que ficaram (e perduram) e a empolgação das vitórias a seguir.
Que 2011, então, seja isso. Um ano de esperança e torcida para que o que está consolidado continue e, o que falta, se conquiste.

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