terça-feira, 15 de junho de 2010

Qual frio?

Sempre tem memórias que ficam na nossa cabeça e ninguém sabe, exatamente, por que aquilo está ali. E, das que mais ficam, vêm aquelas que têm alguma relação com 'alguma relação'; aquela historinha mal-terminada que todo cidadão de bem (ou não) possui.
E dentre tantos outros tempos que passaram, e dentre outras tantas preocupações e pazes que já vieram, vem aquele momento em que você vê uma foto, ou um relance, ou uma informação de 24 quilates... e aí parece que seu corpo congela!
Parece que o sangue desce da cabeça, aquele formigamento sobe, o coração acelera e algo na sua barriga se move.
Esses 5 segundos ad infinitum são traumáticos por mais 5 segundos. E aí vem aquela vontade de comer um chocolate, de fumar, de se vingar (em certos casos, por que não?) e, especialmente, a vontade de se distrair o mais rápido possível.
A distração forçada é algo cruel, muitos sabem: cada newton de força gasto para se distrair, é um a mais na força e no tempo em que a lembrança chega. Um ciclo vicioso que se auto come e se auto engorda.
E, neste suceder, eis os meios de fim: há quem chore; há quem quebre algo; há quem morra e, aglutinando estes, há quem viva.

Um comentário:

  1. É incrível como tu definiste com perfeição o sentimento de "saudade" nesse texto.
    Pra mim, o teu texto coube não apenas para as "relações" amorosas, mas pra todas, no geral. Eu sinto exatamente isso quando lembro de algum momento com a minha família, por exemplo.
    O frio é só saudade, do começo ao fim, com um tiquinho de arrependimento sem saber o motivo.
    Lindo texto, cabe.

    Obs.: Posta sempre! Tu escreves muito, muito bem e eu adoro te ler e dar pitacos nos teus textos. :)

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